Ao longo dos últimos 10 anos, o Brasil contabilizou 45.511 atendimentos de emergências da rede pública relacionados a envenenamento que precisaram de internação. Os dados foram divulgados pela Abramede (Associação Brasileira de Medicina de Emergência). O levantamento mostra que, além de envenenamentos classificados como acidentais ou indeterminados, pacientes internados via SUS sofreram intoxicação proposital causada por terceiros. São 379 registros ao mês, 12,6 ao dia. Isso significa que, a cada duas horas, uma pessoa deu entrada numa emergência da rede pública em consequência de ingestão de substâncias tóxicas. O Sudeste está em primeiro lugar, com quase metade dos casos. O Sul aparece em segundo lugar.